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11 de fev. de 2010

O verão, o El Niño e a OAB/RJ

Todos estamos acompanhando as notícias sobre as mudanças climáticas em jornais, revistas, canais de televisão, etc.

Muitos atribuem essas mudanças apenas ao aquecimento global, entretanto se esquecem que estamos sendo influenciados por diversos outros fatores, dentro os quais merece imenso destaque a influência do fenômeno, por nos já conhecidos, El Niño.

No inicio do verão, fim de 2009, começaram as alterações climáticas surpreendentes. Por consequência, em 2010, vimos desastres e um dos maiores períodos chuvosos de que se tem notícia no Estado de São Paulo, um sol que vai de encontro com todas as expectativas de verão em Brasília, pois, para aqueles que conhecem a Capital do País, a chuva é predominante nesse período do ano e, por fim, recordes de calor no Rio de Janeiro.

Como a Cidade Maravilhosa passa por um momento bem delicado ou, pelo menos, seus moradores e turistas, pois diariamente, nas últimas semanas, a temperatura da cidade atinge 40 graus e a sensação térmica ultrapassa facilmente os 45 graus, causando um mal estar nas pessoas que na tentativa de se protegerem do sol se abrigam embaixo da primeira sombra que encontram.

Para os turistas acredito que seja satisfatório passar os dias de verão na praia, sob o guarda sol, degustando de aperitivos e tudo mais que as praias do litoral do nosso país oferece.

Entretanto, para aqueles que trabalham, principalmente, aqueles que usam uniformes, fardas ou que pela ética ou tradição da profissão tenham que usar traje formal para desempenho de suas atividades laborativas, o verão e o calor do Rio não devem ser a melhor coisa do mundo.

Pensando nisso, a OAB/RJ autorizou que os advogados, até o fim do verão, trocassem o tradicional terno e gravata por calça social e camisa e encaminhou uma petição ao Conselho Nacional de Justiça para que seja deferida a entrada dos advogados nas dependências do Poder Judiciário fluminense.

Bom, ao meu ver, o ato da OAB/RJ está certíssimo e torço para que o CNJ acolha o pedido, pois, apesar de não usufruir dessa regalia, acredito que o uso do terno e gravata nesta terra tupiniquim seja medida extrema e, pelo menos no verão, poderíamos ter algum conforto.

Veja a íntegra do pedido da OAB/RJ aqui.

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